Migração de site: como migrar meu site para outra hospedagem

Uma ilustração de um site em manutenção.

Precisa trocar de hospedagem? A migração de site é um momento
delicado e complexo, mas não se preocupe, preparamos um guia com
tudo que você precisa saber de forma prática e simples!

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Só quem já precisou migrar um site sabe a dor de cabeça que pode dar. São várias possibilidades de erros, muitos detalhes para se atentar. E o processo não é tão simples, mas, não é um bicho de sete cabeças também.

Preparamos um material completo para desmistificar o que é uma migração de site, ensinando o passo a passo. Confira abaixo.

O que é migração de site?

De forma simples: migração de site é o processo de mover um site (seus arquivos e base de dados) de um ambiente para outro.

Isso envolve mudanças significativas que podem impactar como os mecanismos de busca, como o Google, enxergam e classificam seu site.

Se você já se mudou de casa, sabe que não é só empacotar as coisas e transportá-las. É preciso avisar os correios, atualizar seu endereço em todos os cadastros e garantir que nada se perca no caminho.

No mundo digital, a migração de site é exatamente isso: uma mudança. E, assim como na realidade, uma mudança mal planejada pode fazer com que suas “encomendas” (seus visitantes e seu posicionamento no Google) se percam.

Na prática, é um processo complexo que vai muito além de simplesmente copiar e colar arquivos. Uma migração mal-sucedida pode resultar em quedas drásticas no tráfego orgânico, perda de autoridade e prejuízos reais para o seu negócio.

Tipos de migração de site:

Nem toda migração é igual. Identificar o tipo que você vai realizar é o primeiro passo para um planejamento adequado. As mais comuns são:

  • Mudança de domínio: trocar a URL do site. Exemplo: de meusite.com.br para minhaempresa.com.br;
  • Mudança de protocolo: migrar de HTTP para HTTPS (essencial para segurança e SEO);
  • Mudança de estrutura de URLs: alterar o padrão dos links. Exemplo: de meusite.com/p=123 para meusite.com/produto/tenis-esportivo;
  • Mudança de hospedagem/plataforma: trocar o servidor onde o site está armazenado ou a plataforma em que foi construído (ex.: migrar de um CMS próprio para WordPress);
  • Redesenho com mudança de conteúdo: quando o site não só muda de “casca”, mas também tem páginas removidas, fundidas ou substancialmente alteradas.

Tipos de hospedagem de site:

Hospedagem compartilhada

Um único servidor físico abriga centenas ou milhares de sites. Todos compartilham os mesmos recursos do servidor, como CPU, memória RAM e banda

É a mais indicada para sites institucionais simples, blogs pessoais, portfólios e pequenas lojas virtuais que estão dando seus primeiros passos.

Vantagens:

  • Custo baixíssimo: é o tipo mais acessível do mercado, ideal para quem está começando;
  • Facilidade de uso: as empresas oferecem painéis de controle intuitivos (como cPanel) que simplificam a gestão;
  • Manutenção gerenciada: a empresa é responsável pela segurança e atualizações do servidor.

Desvantagens:

  • Tráfego vizinho afeta seu site: se um site no mesmo servidor tiver um pico de acesso, o desempenho do seu site pode cair;
  • Recursos limitados: não é escalável. Há um limite claro de tráfego e processamento;
  • Menos personalização: você não tem acesso root para configurar o ambiente do zero.

Servidor Virtual Privado (VPS)

Um servidor físico é dividido em várias máquinas virtuais independentes usando uma tecnologia chamada virtualização. Cada VPS tem seus próprios recursos dedicados (CPU, RAM, disco).

É a escolha adequada para lojas de e-commerce em crescimento, sites de médio porte com tráfego consistente, desenvolvedores e empresas que precisam de ambientes personalizados.

Vantagens:

  • Recursos dedicados: sua performance é estável, não sendo afetada por outros usuários;
  • Maior controle e personalização: você tem acesso root e pode instalar o software que precisar;
  • Escalabilidade: é mais fácil fazer upgrade de recursos (mais RAM, mais CPU) conforme seu site cresce.

Desvantagens:

  • Custo mais alto: é mais caro que a hospedagem compartilhada;
  • Requer conhecimento técnico: a administração é mais complexa, exigindo conhecimentos de servidor ou a contratação de um plano gerenciado.

Hospedagem dedicada

Você aluga um servidor físico inteiro apenas para o seu site ou aplicação. Todos os recursos de hardware são 100% dedicados a você.

Indicado para grandes portais de notícias, marketplaces, aplicações corporativas críticas e sites com tráfego massivo.

Vantagens:

  • Desempenho máximo e estável: com todos os recursos à sua disposição, a velocidade e a estabilidade são máximas;
  • Segurança total: você tem controle absoluto sobre as configurações de segurança;
  • Personalização Ilimitada: pode configurar o hardware e o software exatamente como desejar.

Desvantagens:

  • Custo elevado: é o tipo de hospedagem mais caro;
  • Alta complexidade técnica: exige um administrador de sistemas especializado para gerenciar e manter o servidor.

Hospedagem em nuvem

Seu site é hospedado em uma rede interligada de servidores virtuais (a nuvem). Os recursos são escaláveis sob demanda.

Ideal para E-commerces com tráfego sazonal, aplicações web, startups em crescimento rápido e qualquer projeto que exija alta disponibilidade e escalabilidade.

Vantagens:

  • Escalabilidade Ilimitada: você paga apenas pelo que usa e pode aumentar ou diminuir recursos em tempo real para lidar com picos de tráfego;
  • Alta disponibilidade: se um servidor na nuvem falhar, outro assume automaticamente, garantindo que seu site não saia do ar;
  • Confiabilidade: a estrutura distribuída torna esse modelo muito robusto.

Desvantagens:

  • Custo variável: o preço pode ser imprevisível se você tiver picos de tráfego inesperados;
  • Complexidade de gerenciamento: pode ser complexo, mas os grandes provedores (como AWS, Google Cloud) oferecem interfaces amigáveis.

O que saber ANTES de migrar de hospedagem?

1. Tenha um backup válido e recente

Antes de tocar em qualquer configuração, faça um backup completo e verificado do seu site.

Isso inclui: todos os arquivos da sua pasta pública (HTML, PHP, imagens, etc.). E o banco de dados: O arquivo SQL que contém todos os seus posts, produtos, usuários e configurações.

Se algo der errado durante a migração, você pode restaurar seu site original rapidamente, minimizando o tempo de inatividade. Um backup é seu paraquedas.

2. Planeje o “Tempo de Inatividade” (Downtime)

Mesmo nas migrações mais bem-sucedidas, há um breve período em que seu site ficará indisponível, geralmente durante a troca dos servidores DNS (o “endereço” do seu site na internet).

O que fazer?

  • Avise seus usuários: se possível, coloque um aviso no site alguns dias antes;
  • Esteja preparado para agir rápido: tenha toda a documentação e senhas à mão para resolver imprevistos com velocidade.

3. Documente TUDO

Não confie na memória. Uma migração tem muitos detalhes técnicos. Documente:

  • Credenciais de acesso: URLs de login, usuários e senhas da hospedagem antiga e da nova, FTP, banco de dados e painel de controle (cPanel, etc.);
  • Configurações específicas: versão do PHP, extensões necessárias, regras de redirecionamento (htaccess), configurações de cron jobs.
  • Lista de serviços integrados: qualquer API, serviço de e-mail transacional ou CDN que dependa do endereço do seu site.

4. Entenda o processo de migração

Nem toda migração é igual. Saber qual caminho seguir poupa tempo e recursos:

  • Migração assistida pela nova hospedagem: muitas empresas oferecem migração grátis e feita por eles. É a opção mais segura para quem não tem conhecimentos técnicos. PERGUNTE ISSO ANTES DE CONTRATAR!
  • Migração manual (FTP/cPanel): envolve copiar todos os arquivos e exportar/importar o banco de dados manualmente. É mais trabalhoso, mas dá controle total.
  • Migração com plugins: para WordPress, plugins como All-in-One WP Migration ou Duplicator podem simplificar muito o processo.

5. Prepare-se para os e-mails

Um erro comum é migrar o site e esquecer que os e-mails@seudominio.com também estão hospedados no servidor antigo.

  • Decida a estratégia: você vai migrar as contas de e-mail para a nova hospedagem ou vai usar um serviço externo (como Google Workspace ou outlook.com)?
  • Faça o Backup dos e-mails: exporte e-mails importantes se for necessário;
  • Atualize os Registros MX: após a migração, os registros MX no DNS precisarão apontar para o novo servidor de e-mail. Fazer isso errado significa parar de receber e-mails.

6. Conheça o Básico de DNS e Propagation

Este é o conceito mais importante para entender a “mágica” (e a ansiedade) da migração.

  • O que é DNS? É o “sistema de endereços” da internet. Ele diz para o navegador onde encontrar seu site (em qual servidor);
  • O que é Propagação de DNS? Quando você altera o endereço do servidor, essa informação leva tempo para se espalhar por todos os servidores DNS do mundo. Esse processo pode levar de algumas horas até 48 horas;
  • O que isso significa? Durante a propagação, alguns visitantes podem ver o site novo e outros ainda verão o antigo. Isso é normal. Não entre em pânico.

Etapas de migração do site:

Fase 1: planejamento e preparação

Essa é a fase mais importante. Um bom planejamento previne 90% dos problemas.

1. Backup:

  • Faça um backup de todos os arquivos do site via FTP/SFTP;
  • Exporte uma cópia completa do banco de dados;
  • Verifique a integridade dos backups. Um backup corrompido é pior que nenhum backup

2. Auditoria do site:

  • Liste todas as URLs importantes usando um rastreador como Screaming Frog SEO Spider;
  • Documente o desempenho de cada página: tráfego orgânico, posicionamentos no Google Search Console, backlinks recebidos e meta tags (título e descrição);
  • Anote configurações técnicas: versão do PHP, regras no .htaccess, certificado SSL, cron jobs, etc.

3. Mapeamento de URLs:

  • Se a estrutura de URLs vai mudar, crie uma planilha relacionando cada URL antiga com sua nova URL correspondente. Exemplo: meudominioantigo.com/produto-xyz → meunovodominio.com/novo-produto-xyz

Fase 2: configuração do novo ambiente

Agora, você vai preparar o novo “lar” do seu site.

1. Configure a nova hospedagem:

  • Crie a conta de hospedagem e configure o domínio;
  • Instale o certificado SSL para garantir o HTTPS;
  • Configure as versões de PHP e extensões necessárias.

2. Faça a migração dos arquivos e do banco de dados

3.Testes no ambiente de teste:

  • Acesse o site no novo servidor usando um URL temporário (geralmente um IP ou subdomínio fornecido pela hospedagem);
  • Teste tudo: links internos, formulários de contato, funcionalidades de e-commerce, imagens e scripts.

Fase 3: a execução

É hora de “cortar o cabo” e apontar o domínio para o novo servidor.

1. Redirecionamentos

2. Alteração dos servidores de DNS:

  • No registro do seu domínio (onde você o comprou), substitua os nameservers ou os registros "A" para apontar para a nova hospedagem.

3. Atualização de configurações no novo site:

  • Ajuste a URL principal no banco de dados (para WordPress, é no wp-config.php ou no painel);
  • Atualize qualquer configuração que ainda aponte para a URL antiga

O que fazer depois de migrar o site?

Verificações imediatas (primeiras 24 a 48 horas)

Assim que o DNS propagar e seu site estiver no ar no novo servidor, faça essas verificações:

1. Teste de funcionalidade básica:

  • Navegue pelo site como se fosse um visitante;
  • Teste formulários de contato, comentários e cadastros;
  • Verifique se todas as páginas principais carregam;
  • Clique em menus e links internos para caçar links quebrados.

2. Verificação de conteúdo e mídia:

  • As imagens carregam? Ou aparecem quebradas?
  • Os vídeos e arquivos para download funcionam?
  • Todo o texto e conteúdo estão presentes, sem caracteres estranhos?

3. Checagem de segurança básica:

  • O site está carregando em HTTPS (com o cadeado verde)?
  • Verifique se não há avisos de “conteúdo misto” (quando alguns recursos carregam em HTTP).

Auditoria Técnica

Essa é a fase mais importante para proteger seu posicionamento no Google.

4. Verificação de Redirecionamentos 301:

  • Acesse URLs antigas do seu site (se a estrutura mudou). Elas redirecionam corretamente para as novas?
  • Use ferramentas como Redirect Path (extensão do Chrome) ou o Screaming Frog para verificar isso em massa.

5. Configuração do Google Search Console (GSC):

  • Adicione a nova versão do site como uma propriedade no GSC (ex: com https://);
  • Use a ferramenta “Mudança de Endereço” se você trocou de domínio.
  • Envie o novo sitemap.xml para acelerar a reindexação.

6. Monitoramento de indexação e erros:

  • No GSC, monitore o Índice de Cobertura diariamente. Fique atento a erros de “Página não encontrada (404)” ou “Página com redirecionamento”;
  • Use a ferramenta “Inspeção de URL” para forçar o re-rastreamento de páginas críticas

7. Configuração do Google Analytics:

  • Verifique se o código de rastreamento está instalado e funcionando no novo site;
  • Se mudou o domínio, configure a view correta para não perder dados históricos.

Otimização e ajustes finais:

8. Verificação de e-mails

  • Envie um e-mail de teste para suas contas @seudominio.com para garantir que os e-mails estão sendo recebidos;
  • Verifique se os e-mails transacionais (formulários de contato, confirmações de pedido) estão funcionando.

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